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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Riot Grrrl Part.3: Bulimia, Kaos Klitoriano, Dominatrix

Agora, e pra encerrar, um pouco sobre as bandas riot grrrl aqui no Brasil. Eu só pus aqui 3 delas, coloquei as que julguei mais importantes, mas logicamente que existem/existiram muitas outras... Então lá vai...


Bulimia




É com grande prazer que posto aqui o Bulimia, que foi um dos maiores ícones do Riot Grrrl aqui no Brasil. Banda esta, tão importante que algumas de suas músicas, como por exemplo "Punk Rock (não é só pro seu namorado)", se tornaram clássicos do punk rock no Brasil. Essas meninas eram de Brasília, e a idéia da banda surgiu em meados de 1998 com Bianca (guitarra) e Berila (bateria). Elas tiveram a idéia de formar uma banda feminina, e assim chamaram Sílvia (baixo) e Iéri pra completar o grupo. Depois de um tempo, Silvia foi substituída por Naiana.

O nome Bulimia foi escolhido justamente para demonstrar toda o sentimento de insatisfação que as meninas tinham em relação à realidade das mulheres na sociedade. "...Este foi o nome escolhido para a banda. O nome de uma doença que atinge tantas mulheres, obcecadas por um padrão de beleza ditado pela mídia, não podia ser melhor para uma banda, que luta justamente contra a cultura machista e patriarcal de nossa sociedade, que trata as mulheres como simples objeto, que deve seguir um padrão estereotipado de beleza para serem aceitas. Foi com essa idéia que Bianca escreveu o que mais tarde acabaria virando o hino da banda, uma música sobre mulheres que deixam de fazer o que querem por achar que é coisa de homem, a clássica "punk rock não é só pro seu namorado." Fonte: Protons

A banda durou até 2001, e durante a "espera do lançamento" do único cd da banda intitulado "Se julgar incapaz foi o maior erro que cometeu", que contém 15 das 16 músicas que a banda compõs ao longo de sua carreira, surge a noticia de um acidente envolvendo Berila e seu namorado, o que acabou resultando na morte da mesma. A banda resolve acabar nessa época, e o cd só é lançado depois mesmo da banda ter chegado ao fim. Mas serviu como um registro completo da banda ao longo de sua curta carreira.


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Kaos Klitoriano




"O “Kaos” começou junto com o movimento na década 90, e estavam praticamente sozinhas na cena brasiliense, pois não existia outras bandas no movimento de punk/hc. Lançaram um split em 2000 numa coletânea. Em uma entrevista dirigida por Amarildo da zine Osubversivo, a Adriana (que hoje em dia toca na banda, Terror Revolucionário, Besthoven e está com outro projeto vindo por ai) diz que, antes de ser uma banda, é uma idealização de um sonho antigo de grandes amigas, de realizar um projeto feito apenas por mulheres tocando HC e podendo expor assuntos sobre feminismo. O nome “Kaos Klitoriano” significa a humilhação da mulher, a invisibilidade, inferioridade, a violência, objeto de procriação, “é o Kaos” da existência da mulher dentro da historia. E ‘clitóris’ é uma palavra forte ligada às mulheres. Seus ‘riffs’ são rápidos assim como um verdadeiro HC tem que ser, seu vocal cantado e gritado alguma vezes, acabam ficando bem acidas com suas letras que falam sobre aborto, política, amor livre e derivados.

A banda, pelo que entendemos parou/terminou, mais no coração da molecada que tem aquela música na cabeça que chega a se tornar vicio (“Kaos kaos kaos, klitoriariano.. é o kaaaaooos KLI-TO-RI-A-NO!”), ainda tem esperanças da banda voltar a ativa.

Sem mesmo fazer muita divulgação da banda, elas conseguiram ganhar um grande espaço nesse meio ‘underground’ brasiliense por assim dizer.


Membros: Adriana (Vocal/Baixo)
Ana (Guitarra)
Carla (Bateria)"

*Texto retirado do blog Menstrual Attack







Dominatrix





O Riot Grrrl no Brasil, definitivamente se chama DOMINATRIX. A banda que surgiu em 1995 formada por Elisa Gargiulo e sua irmã Isabella vestindo de corpo e alma a cara do movimento punk feminista. Depois de várias demos, o primeiro disco da banda, Girl Gathering, foi lançado em agosto de 1997, e vendido rapidamente, se esgotando no intervalo de tempo de 6 meses, e saiu pela gravadora Teenage In A Box. Gravaram vários splits com outras bandas conhecidas, e fizeram shows pela Europa e EUA, tocando inclusive em faculdades e lugares clássicos como o Gilman Street, em Berkley, na Califórnia. Entre idas e vindas de integrantes, hoje a formação da banda é Elisa Gargiulo, Debora Biana, Josie Lucas e Debora Lopes. A banda tem mais de 10 anos de carreira, uma eternindade pra uma banda feminina e independente ainda por cima, o que mostra toda a garra das garotas. Além da música, as meninas do Dominatrix, principalmente Elisa, tem um forte envolvimento de cunho político com o movimento feminista, o que leva a banda a se apresentar em inúmeros encontros, inclusive em eventos realizados pela Marcha Mundial de Mulheres.


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Bom, caros druggies... encerro os posts sobre riot grrrl por aqui... Espero que tenha sido pelo menos esclarecedor, no sentido que esse foi meu objetivo, porque ainda hoje, muitas pessoas ainda não conhecem o riot grrrl, e muitas vezes, possuem até uma idéia errada do mesmo. Eu espero que tenham baixado, escutado, e visto a que veio todas essas garotas revoltadas com o machismo e a submissão que nos circula. Então é isso!!!

Riot Not Quit!!! Riots Not Deads!!

Beijumiliguem!!

and...

Rock On, Baby!!!

sábado, 30 de maio de 2009

Riot Grrrl Part. 2: L7, Lunachicks, 7 Year Bitch e Tribe 8

Bom, dando continuidade sobre as bandas riot, quero deixar claro que não vou falar de todas, pq são muitas realmente, e eu não tenho tanto acervo assim, e nem tanto tempo pra buscar... mas vou pondo aqui o que posso. Outra coisa que quero deixar claro, é q nem todas as bandas se envolveram tão fortemente com o riot, mas acho q é válido colocar nesses post sobre o assunto pq foram bandas q surgiram no mesmo contexto, e tinham, se não a mesma proposta, mas algo parecido com a proposta riot, o q pelo menos pra mim, já tá valendo como uma grande influencia... Então, vamos lá...



L7



Começemos, pois, por elas. As meninas do L7. Elas começaram com a idéia da banda um pouco antes do surgimento do riot grrrl, mas duraram até o contexto do mesmo, e participaram de vários festivais relacionados ao movimento. O nome L7 siginifica "quadrado", que seria a forma resultante de se colocar um "L" formado pelo dedo indicador e polegar esquerdos com um "7" formado pelos dedos polegar e indicadores direitos.

A banda começou em 1985 com Donita Sparks e Suzi Gardner. Depois de um tempo, passando por algumas mudanças, ate mais ou menos 2000 a formação da banda ficou assim: Donita Sparks - vocal e guitarra, Suzi Gardner - vocal e guitarra, Jennifer Finch - vocal e baixo e Dee Plakas - bateria e vocal de apoio. O fim oficial da banda realmente não foi declarado, mas aparentemente se desfez em 2000. Ao longo da carreira a banda lançou uma excelente discografia, e participou de eventos importantes como por exemplo o Rock for Choice, que foi um festival criado para defesa das liberdades civis e dos direitos da mulher, como a legalização do aborto. Esse evento foi criado em 1991, pelas próprias integrantes da banda, e contou com a participação de várias outras bandas renomadas como Joan Jett e Hole. Além do festival, o Rock For Choice virou uma fundação.



Lunachicks


Elas eram de Nova york, começaram com a banda em 1987 e duraram até 2000. As influencias vão do metal ao punk, e dái vc tira bandas como MC5, KISS e etc... Essas moças se conheceram na escola e começaram a ensaiar no quarto de casa. O primeiro show da banda foi em 1988, com o namorado de uma delas tocando bateria. Kim Gordon e Thurston Moore do Sonic Youth viram a banda ao vivo e ficaram maravilhados com a performance, foi aí que elas conseguiram, através deles, gravar o primeiro EP intitulado "Babysitters on Acid". Depois a formação ficou totalmente feminina com Theo Kogan, Gina Volpe, Sidney "Squid" Silver e Sindi Benezra Valsamis. Participaram de documentário sobre o Riot Grrrl chamado "Not Bad For A Girl". Entre álbuns e singles, essas moças lançaram muuuita coisa.






Tribe 8


Elas são de San Francisco e a banda é formada totalmente por lésbicas. O Tribe 8 é considerado a primeira banda Queercore a surgir na cena. A banda, ao longo do tempo tem modificado a formação, mas a última é Lynn Breedlove, Leslie Mah, Slade Bellum, Jen Rampage, Mama T, and Tantrum. Não tenho certeza se a banda continua ou não na ativa. Mas elas surgiram também justamente no mesmo contexto da 'explosão' riot grrrl, e entre 1991 e 1999 vários álbuns e EPs foram lançados. Devido ao trabalho da banda no sentido de inserir as idéias e a música queercore na cena, foi feito um documentario em 2003 chamado "Rise Above: A Tribe 8 Documentary".
7 Year Bitch


Elas surgiram em Seattle, e rapidamente foram identificadas com o movimento riot. A formação original contava com Selene Vigil (vocal), Elizabeth (Elizabitch), Davis (baixo), Valerie Agnew (bateria), e Stephanie Sargeant (guitarra). A banda anunciou o fim em 1996, depois de passar por várias e várias conturbações, entre elas a morte, por abuso de drogas, da guitarrista Stefanie, quando o primeiro trabalho da banda estava para ser lançado. Ao longo de sua carreira, o 7 Year Bitch lançou 3 álbuns, que foram "Sick'Em", "Viva Zapata" e o último, de 1996 chamado "Gato Negro".








Bom fds para todos vcs, drugies!!!


Beijomiliguem!!


Rock On, Baby!!

and


To Be Continued...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Riot Grrrl Part. 1: Bikini Kill e Bratmobile

Bem, esse blog sendo fiel a sua proposta não podia deixar de falar sobre isso aqui. Esse movimento feminista, surgido dentro do próprio punk, com o intuito de criticar o machismo existente dentro do mesmo, chamava-se Riot Grrrl, e tudo começou nos EUA, mais precisamente em Olympia, com Alison Wolfe, do Bratmobile, quando ela resolveu produzir um fanzine feminista chamado Riot Grrrl. Isso em meados da década de 90. Neste fanzine, Alison reclamava justamente do machismo dentro do rock, onde se mantinha (e de certa forma, até hoje ainda se mantém...) a idéia de que mulher não sabe tocar. Foi nesse contexto que várias garotas resolveram tomar a frente de seus instrumentos, e quebrando certas regras como se mostrar "bonitinha", "arrumadinha" e coisas do tipo... um dos objetivos das RIOT GRRRLS foi justamente quebrar com essa idéia da imagem e do padrão de beleza, mostrando aos homens q eram tão ou mais capazes que eles. O movimento RIOT GRRRL, pelo menos a meu ver, foi uma junção muito bem definida entre música punk e feminismo, ou seja, a união da música com a postura política. Nesse sentido, essas garotas conseguiram dar uma sacudida na música punk, e um "tapa na cara" de muitos machistas inseridos pela cena.

As letras extremamente contestadoras e a postura pra lá de firme fez com que as RIOT ganhassem realmente espaço e respeito, deixando bem claro q o tão conhecido lema punk "do-it-your-self" estava fazendo mais sentido do que nunca, e a música, mais uma vez aparecia como a forma mais clara e eficiente de protesto. Elas passaram a organizar festivais, fanzines, palestras e várias outras formas de manter o movimento vivo. E apesar do movimento não possuir "liderança" por uma questão de respeito à autonomia e liberdade de cada garota, algumas RIOT
se destacaram bastante, como foi o caso de Kathleen Hanna (ex-stripper e Vocal do Bikini Kill), considerada pela grande maioria a fundadora do movimento, Alison Wolf (do Bratmobile), e, duvidosamente, a própria Courtney Love (Hole), q apesar de ser vista por algumas como uma RIOT, ela já chegou a negar qualquer participação no movimento, e inclusive chegou até mesmo a sair aos tapas com Kathleen Hanna algumas vezes (dizem as más linguas q foi por ciúmes de Kurt Cobain), maaaaas... isso é outra historia. Vamos, de fato, ao que realmente interessa.

Então, o BIKINI KILL foi uma banda que, definitivamente, possuiu a cara do movimento RIOT. Foi sem dúvida, uma das, se não a mais, influentes no RIOT GRRRL. Protestando de forma irreverente, as meninas do Bikini Kill costumavam, em seus shows, mandar os homens fastarem para trás deixando o espaço maior na frente do palco só para as meninas, e a essas eram entregues folhetos com as letras das músicas, fanzines, informativos, etc... a vocalista Kathleen Hanna costumava riscar no seu corpo palavras tipo "Incest", "Slut", isso tudo como uma forma de reagir as formas de classificar as meninas como "certinhas" ou "vagabundas". Suas letras altamente incendiárias foram chamadas de "Revolution Girl Style Now", e foi uma grande influencia para praticamente todas as bandas de rock femininas que surgiram na década de 90.

A idéia da banda tbm surgiu, a princípio, de um fanzine tbm chamado de "Bikini Kill". Em 1991, a banda lançou seu primeiro EP intitualdo chamado "Bikini Kill", produzido por ninguém menos q o grande Ian Mackaye (Fugazi).

Em 1992 a banda excursionou pela costa leste, voou até o Hawaii para o Dia Internacional da Mulher, tocou vários shows em Washington DC, incluindo alguns shows beneficentes a favor da Pro-Choice (organização que luta pela legalização do aborto), que coincidiram com uma grande marcha que ocorreu em Washington para lutar pela causa.


O Bikini Kill excursionou também pela Inglaterra, ao lado da banda Huggy Bear (uma espécie de representante britânica do riot grrrl). As duas bandas dividiram o single "Yeah, Yeah, Yeah / Our Troubled Youth", lançado pela Catcall na Inglaterra e pela gravadora Kill Rock Stars nos Estados Unidos. Nessa época, o riot grrrl ganhava uma visibilidade sem precedentes e era destaque de reportagens e artigos na mídia tanto na Inglaterra quanto nos EUA.

De volta aos EUA, a banda grava três músicas com Joan Jett e logo em seguida faz uma breve turnê pela California que inclui alguns shows com com o Fugazi. Durante o restante de 1993, a banda permanece inativa, trabalhando em projetos paralelos. Aproveitando a parada, a Kill Rock Stars lança o disco "The C.D. Version of the Two First Records", compilando o primeiro EP, e o single inglês.

Em 1994 é lançado "Pussy Whipped", propriamente o primeiro álbum da banda.

Pouco depois do retorno a Olympia, a banda faz mais uma excursão pela costa leste americana e posteriormente uma turnê de sete semanas pela Europa.

Nesse período, em 1996, é lançado o segundo álbum, "Reject All American" que acaba restrito ao público fiel da banda, já que, ao contrário do que aconteceu na época do lançamento do primeiro disco, o riot grrrl já não despertava o interesse e a curiosidade da mídia.

Ao final da turnê européia, a banda resolve permanecer inativa mais algum tempo, retornando na metade de 1997 para mais uma turnê na Austrália, seguido de alguns shows no Japão. Em Tóquio, o Bikini Kill realiza o último show de sua história. A banda trabalho em músicas novas no fim de 97, mas não chegou a gravá-las. Em abril de 1998 foi anunciado oficialmente o fim do Bikini Kill após uma carreira de 7 anos.

Todas as ex-integrantes do Bikini Kill continuam ativas na música. Billy Karren, Tobi Vail e Kathi Wilcox lançaram um CD com uma coletânea dos singles lançados pelo projeto paralelo The Frumpies que eles mantém juntamente com a baterista Molly Neuman (da banda Bratmobile). Kathleen Hanna trabalhou com Joan Jett no disco Fetish de 1999. Também gravou um CD solo usando o nome Julie Ruin. Atualmente é vocalista da banda eletropunk feminista Le Tigre.

Outra banda de grande destaque dentro do RIOT GRRRL foi o BRATMOBILE. Elas surgiram em meados de 1990/91, nos EUA. No ínicio a banda era apenas Allison Wolfe and Molly Neuman, elas colaboravam com um influente fanzine feminista da época chamado Girl Germs, e a primeira apresentação da banda foi com elas duas, na guitarra, e bateria, respectivamente. Depois, a elas se uniram Jen Smith and Christina Billotte. O primiero trabalho da banda foi uma fita cassete intitulada Bratmobile DC. Entre 91 e 94, elas gravaram vários trabalhaos, entre eles o clássico álbum Pottymouth, e o EP The Real Janelle, pela Kill Rock Stars, mesma gravadora do Bikini Kill. A banda durou até 94, e depois retornaram às atividades em 1999 mas acabou novamente em 2003.

Baixem aqui, drugies:
BIKINI KILL (Download)
BRATMOBILE (Download)

Beijumiliga and...


Only Grrrls!!!!!



Rock On, Baby!!!


To Be Continued...