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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Vocalistas: Debbie Harry (Blondie)

A hitória de Debbie Harry se confunde, logicamente, com a história do Blondie, mas nem por isso ela teve menos brilho. Pelo contrário, credito que dona Debbie foi uma grande impulsionadora para que o Blondie desse um passo a mais e transcedesse aquela vertente mais rápida e furiosa da música punk. Era a sua voz que dava à banda aquela sonoridade mais calma e melódica... o punk estava ali, claro, presente nas guitarras aguçadas, mas aquela alma pop do new wave, essa sim, nossa Debbie trazia à flor da pele. Justamente por este motivo que ate hoje o Blondie ficou ali, no meio da balança... moderando entre o punk à la Ramones e o peso distante dos acordes de Mink DeVille. Propositalmente, Debbie Harry sabia muito bem disso.

Ela nasceu em 1945, em Miami... (Viiiiixe, a gata hoje está caminhando para os seus 72 aninhos...). Com a visibilidade que ganhou no Blondie, é claro que ela não iria deixar de investir numa carreira sólo. E assim, Debbie ainda gravou alguns álbuns e, tendo sido também atriz, estreou em alguns filminhos... Tudo começou com uma bandinha chamada Angel and The Snakes, que composta por Debbie, Chris stein, Clem Burke, Jimmy Destri e Gary Valentine, passou a se chmar posteriormente de Blondie. O Blondie teve um fim provisório em 82, depois do lançamento do álbum The Hunter. Gravaram dinovo em 99 o álbum No Exit. Mas como eu já disse, nada impediu de Debbie seguir com sua vida. Seu último album solo data de 2007, chamado "Necessary Evil". E segundo consta nos altos (ou seria 'aUtos'???), o Blondie continua na ativa, mesmo com todos esses aninhos da nossa camarada. Mas, vamo combinar, idade só atrapalha pra quem se deixa atrapalhar, nemêzzzz??!!! Bom, por outro lado, nossa Debbie não deixa de ter aquelas chaticezinhas da idade... Recentemente, numa entrevista ao site Bang Showbiz ela disse que "a indústria musical já está arruinada. Computadores, internet e downloads de músicas arruinaram completamente a indústria da música e tudo aquilo pelo qual os artistas trabalharam", complementando: "Me lembro quando o vinil foi corrompido pelas fitas K7 e toda a indústria pirou pensando que ninguém mais conseguiria vender discos, desde então isso vem acontecendo gradualmente". E agora eu dou uma de enxerida, e vou discordar dizendo que, ao meu ver a internet ajudou a muitos artistas, no sentido de divulgação e maior e mais fácil acesso às músicas. O período de ganhar grana vendendo música propriamente dita e de grana e mais grana pra conta bancária das grandes gravadoras está sim, felismente, vendo sua cova. Mas isso não siginifica que o artista esteja desvalorizado, pelo contrário... ele está mais valorizado, mais pessoas o conhecem, e escutam e apreciam sua música... o problema é que ganhar dinheiro vendendo disco agora já era. O negócio agora é ganhar dinheiro com shows, que no fim das contas foi sempre a melhor e mais lucrativa forma do artista ganhar o dinheirinho pelo qual trabalha, porque a gente sabe que na venda de discos a maior parte (e quando eu digo maior é a maioooooor mesmo...) dos lucros sempre foi pra gravadora. Eu acho q muita gente discorda de mim, mas sempre pensei o seguinte: não há nada mais mais gratificante para o artista do que ver aquele público cantando suas músicas junto com ele, alegre, feliz, por está ali vendo o seu ídolo. O artista ganha o seu cachê e ainda se diverte e é recompensado com o carinho do público. A internet possibilita o maior número de pessoas nos shows, porque mais pessoas passam a conhecê-lo. As grandes gravadoras que se virem pra explorar milhões dos artistas agora. As coisas estão mudando um pouco... É, amiga Debbie... é melhor se adequar as mudanças, e as novas formas de acesso à música... Eu te acho linda, maravilhosa, poderosa e très chic, mas nesse ponto, vamos discordar...


Upado pelo blog Rocktown Downloads




Essa música, do último álbum, lançado em 99 foi sucesso absoluto!!! E Debbie como sempre arrasando!!!
Rock On, Baby!!!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Fay Fife (The Rezillos)


Bom, como a intenção deste blog desde o começo é destacar a figura feminina dentro do rock, hoje eu vou falar de uma banda que não é totalmente feminina, quem conhece sabe, mas que deve muito de seus méritos ao talento de uma excelente vocalista chamada Fay Fife. Só que falar de Fay, no sentido musical da coisa, sem falar de Rezillos é meio impossível, já que foi aí que ela se destacou. Vou falar de Fay brevemente, até porque sei pouquíssimo sobre ela, daí vou aproveitando e dando umas pinceladas na história dessa puta banda que até hoje beneficia nossa audição. Então, lá vai...

Os Rezillos explodiram na cena em 1976, mas ela só veio a entrar pra banda algum tempo depois. Fay Fife, assim como os outros integrantes eram estudantes da Faculdade de Artes de Edinburgo, capital da Escócia. E a 'verdade musical' é que os Rezillos surgiram como algo que renascia do cruzamento das cinzas que ficaram do garage dos anos 60, juntamente com aquele pop dos girls groups da época como The Ronettes e Shangri-las, e aquele glam rock da década de 70, arrastando um pouco daquela new wave que surgia no final dos anos 70 e invadia o começo da década de 80. Eles foram absorvidos pela "galera" punk, e há quem diga que eles chegaram a revolucionar o new wave. Hoje, eles servem de grande influência pra bandas como o conhecido Franz Ferdinand. No entanto, The Rezillos, nome retirado de um HQ da Marvel, durou até 1978.

Bom, Fife não parou por aí não. Ela, juntamente com Eugene Reynolds, o então outro vocalista dos Rezillos, logo dois meses depois da banda acabar, resolveu retornar a ativa. Mas dessa vez com outro nome. Surgia então The Revillos (uma trocadinha de letras bem básica, mas não menos importante quando se trata de evitar problemas com direitos autorais).

"A banda era tão genial que a gravadora Virgin fez um selo com a temática da banda (o selo Snatzo), exclusivamente para lançar os discos dos Revillos." Fonte: Show Livre

O Revillos acabou em 1984, mas Fay, incansável, ainda montou outra banda. Esta era Destroy All Men, que durou bem pouco. Depois disso, Fay Fife tentou trabalhar com produção de cinema e ser roteirista, e ainda chegou a atuar numa série americana chamada "Commander Taggart".



Em 1993, a procura por material dos Rezillos era grande. Tão grande que resolveram lançar em cd todo o seu material anteriormente lançado da banda. E os Rezillos então resolvem se reunir, e tocar em Edinburgo para nada menos que 150 mil pessoas. Em 2003 já era tempo de sair em turnê pelos EUA, coisa que a banda nunca tinha feito até então, e nesse mesmo ano uma de suas músicas foi incluída na trilha sonora do filme de grande sucesso "Jackass". E claro, lógico e evidente que nossa bela vocalista fez parte de tudo isso. A formação atual dos Rezillos, que tocaram inclusive no Brasil em 2006, conta com 4 membros da formação de 76. Bem, a formação tá assim: Eugene Reynolds (vocal/guitarra), Fay Fife (vocal), Jo Callis (guitarra principal), Angel Paterson (bateria) e Johnny Terminator Brady (baixo).


Pra quem ainda não conhece Fay Fife como vocalista, não deixe de baixar esse trabalho dela com uma das bandas mais influentes dos cenários pop e punk europeu dos fins dos anos 70 e do inicio dos anos 80. Baixem aqui o cd de 1993. Nada menos que "The (almost) Complete Rezillos", e se deliciem. É algo adorável, empolgante, nostálgico e interessante. Très chic!

Beijomiliga!



A semana começando com saudade...

and...


Rock On, Baby!!!